Marca tem vida própria. E precisa de cuidados.

Marca é, para muitos, uma discussão difícil. Pode ser etérea, superficial, difícil de transformar em algo palatável. Conversas do tipo acabam em exemplos, em lista de valores, placas de missão e visão pendurados em salas de espera das empresas.

As pessoas confundem a promoção dos valores com os valores em si.

Marca é uma só e deve refletir a essência e valores que norteiam a companhia. Tanto na relação de consumo – com seus potenciais e atuais clientes, quanto na relação empregadora – com seus potenciais e atuais profissionais.

Essa essência é o grande ponto. Como capturá-la? Como ser justo com a história, cultura, legado, aquisições, preço, posicionamento, metas e tantas outras coisas, de forma a trazer nesta mistura um conjunto de ações que reflitam essa marca de forma efetiva?

E quando transferimos este pensamento para a essência empregadora da marca, esta relação fica mais ainda mais difícil. Especialmente por que ela  é uma somatória de interações humanas que perduram por dias, meses, anos.

A forma de comunicar, de interagir, de reconhecer, cala em cada colaborador de uma forma muito específica e é devolvida para este mesmo ambiente de uma maneira muito específica.

Além disso tudo, a cultura das empresas (Especialmente no Brasil) ainda privilegia a essência de consumo da marca em uma escala muito maior.

Aí eu te pergunto:

– Quem cuida da essência de consumo da marca de sua empresa?

Essa resposta normalmente volta de maneira rápida: “O time de Marketing e Comunicação”

Agora eu repito a pergunta, com uma leve mudança:

– Quem cuida da essência empregadora  da marca de sua empresa?

Se voce pelo menos sabe responder a esta segunda pergunta, existe uma luz no fim do túnel. Isso porque, de alguma forma, a companhia incentiva e permite que ela se abra para um processo de identificação de marca empregadora mais profundo, que reverbere naquele funcionário que será impactado por ela.

Mas, para promover os aspectos de marca empregadora que reflitam o que de fato a empresa valoriza e pratica no dia a dia, é preciso ter um dono na empresa. Alguém que tenha a visão, a vivência e a capacidade de levar adiante projetos de mudança de cultura.

Se sua empresa não tem um gestor da marca empregadora, agarre essa bandeira! Lute por ela!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s