Recrutamento – Como não ser Commodity?

É inegável que, nos últimos 20 anos, o setor recrutamento ganhou sofisticação.

Segmentação em especialidades, setores e níveis hierárquicos, ferramentas para otimizar a entrega de short-lists (As famosas listas de finalistas), entre outros. Sempre no nobre intuito de reduzir o tempo e o custo dos processos.

Juntamente com a sofisticação, naturalmente, veio a competição. Hoje, as opções de ferramentas, empresas, soluções e tecnologias para recrutamento se proliferam e acabam por causar uma grande confusão entre os clientes (Via de regra os RHs), em virtude deste excesso de oferta.

Como consequência desta percepção de “commoditização”, as organizações muitas vezes optam pela internalização, o que não garante o melhor uso dos recursos humanos, muito menos financeiros, além de enfraquecer o setor.

Enfim, como administrar este paradoxo? Um setor que se sofisticou, se preparou… e se tornou comum! Muitos amigos do setor me perguntam:

– Como me diferenciar neste mar de novos entrantes, daquelas empresas que juram que podem resolver todos os seus problemas?  

A discussão é longa, mas aqui talvez tenhamos bom começo:

  • As empresas do setor precisam se posicionar melhor. Marketing para a ampla maioria delas é algo pouco explorado, muitas vezes por medo de investir. É necessário dizer ao mercado, com clareza, no que você é bom. Isso, por um simples motivo: ninguém é bom em tudo. E, se você não se posiciona, cai na vala comum. Aí, passará a vida brigando por preço.
  • Repense a experiência dos candidatos com os quais você interage, antes de pensar em como vai tratar a empresa que te paga a conta. Parece óbvio, mas quem consegue proporcionar uma experiência inesquecível a candidatos terá a atenção dos RHs e naturalmente você se diferencia e terá mais clientes ao seu lado.
  • Perca o medo e promova seu cliente final junto a seus candidatos. A marca empregadora é a mais efetiva ferramenta de atração do candidato e o fator definitivo de decisão em aceitar uma proposta. Venda a empresa que você atende adequadamente.  Sua rejeição a ofertas vai cair, assim como seu retrabalho.
  • Mantenha o relacionamento visando o longo prazo. Nada é pior para o RH do que receber um prestador de serviço diferente da sua empresa a cada 30 dias. Retomar do zero uma série de aspectos traz a sensação de baixo comprometimento e faz com que você seja preterido em futuras demandas. Conhecer teu parceiro, sua cultura e valores, é inprescindível. Seja parceiro de verdade do teu cliente.

Enfim, ainda há muito para evoluir. É um setor fascinante e apaixonante. Mas isso não pode impedir seu crescimento e profissionalização. Acredito que o caminho é positivo, mas temos que pensar mais nos próximos 5 anos dele e não apenas no fechamento do trimestre.

É hora de rever os processos, procedimentos e atuação. Prepare o setor para a retomada da economia e boa sorte!

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