Você recruta olhando somente as empresas das passagens profissionais? Grande erro…

Nesta vida de executivo de Marketing, já tive a chance de viver os dois lados da mesa: O de contratado e de contratante.

Apesar de muito envolvido com o segmento de Recrutamento, Executive Search, etc, nunca fui um headhunter. Mas tive a satisfação de conviver muito com eles, algo que enriqueceu demais a minha trajetória.

E uma discussão constante neste mundo, na luta pelo candidato perfeito, sempre foi a melhor administração de tempo X a oferta de candidatos adequados à vaga.

O excesso de candidaturas, muitas sem aderência lógica e óbvia ao perfil pode criar nos recrutadores, sejam eles headhunters ou internos nas organizações, um hábito perigoso: descartar automaticamente candidatos potenciais usando o critério das passagens anteriories, basicamente pelo “sobrenome corporativo”.

Ou seja, empresas grandes de tecnologia, de logística, de bens de consumo, etc, tendem a prestar mais atenção aos CVs oriundos de empresas parecidas, concorrentes diretos e afins. Isso é muito perigoso e pouco efetivo. Esta suposta “bola de segurança” pode acarretar em um grave problema de adaptação, motivação, turnover.

Ao fazer isso, você descarta muitos executivos de alta qualidade, preparados para os desafios do ponto de vista emocional, de gestão de equipes, de administração de situações complexas, de conhecimentos gerais, da amplitude de experiências.

Hoje, os melhores candidatos para sua companhia, muito provavelmente, estão em outros segmentos ou setores do mercado. Diferentes do teu. Aliás, diversidade é o que nos faz mais fortes, certo?

Por isso, não perca a essência do recrutamento, que é trabalhar com a melhor amostragem possível para chegar ao candidato ideal. Analise as empresas anteriores, claro, mas não construa um juízo completo de valor com base apenas nisso. É preciso mais:

– Entenda o que este profissional desenvolveu nas suas passagens, a quem reportou, o tamanho de seu time.

– Associe aspectos culturais de todas elas, monte um perfil completo deste candidato – emocional, cultural, técnico – e neste momento pense em apresentá-los ao seu requisitante.

Mostre valor como recrutador.  Não pode ser um processo 100% automatizado. Dá mais trabalho? Sem dúvida. Mas certamente vai consolidar e melhorar a sua equipe, além de diminuir o turnover no longo prazo.

Um abraço,

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