Nós simplesmente não tomamos decisões. E somos pagos para isso…

Tudo o que tenho feito nos últimos 14 meses a centenas de executivos, é tentar mostrar o futuro. Práticas e serviços que serão a tendência nos próximos anos, trarão resultados já comprovados em outros países, além de uma economia considerável  de tempo e dinheiro.

Mesmo com o entendimento da solução, reconhecimento da necessidade e muitas vezes até orçamento para tal, parece haver uma paralisia no ar. Paralisia essa que justifica em boa parte nossa triste 56a. posição em recente ranking de produtividade global.

Isso me fez perceber muitos traços de nossos executivos, eu inclusive, que podem dizer muito sobre nosso futuro, como profissionais globais brasileiros:

– Nós brasileiros não dizemos não – simples assim. Adoramos receber fornecedores, pedimos milhões de propostas e prometemos analisar. E o fornecedor nunca mais ouve falar de seu colega, após desistir de encontrá-los. Isso denota desrespeito ao fornecedor e tempo jogado fora, dos dois lados.  Se não vai contar com o serviço, diga simplesmente que não pretende usar e agradeça.

– Nós não eliminamos o problema assim que o vemos. Temos uma preocupção maior com nossa própria imagem do que com a saúde do negócio. Protelamos demissões, evitamos trocar fornecedores, parece que manter o status quo é o equivalente a continuar na cama quantinha em uma manhã de inverno. Mais uma vez, paramos no tempo e colocamos nossos negócios em risco.

– Nós somos desconfiados e pouco curiosos. Perdemos oportunidades de ouro por não gostarmos de fazer perguntas, já que aprendemos a ficar quietos em sala de aula desde crianças.  O que queremos é a segurança de dividir o risco e a potencial culpa com outros colegas.

Qurerido colega executivo, entre nessa reflexão e nesse exercício comigo. Não é fácil, nós latinos temos que reconhecer a influência cultural, religiosa e familiar em nossas decisões.

Mas podemos melhorar esta relação. Sermos um pouco mais pragmáticos, sabermos separar as coisas, sermos mais respeitosos com fornecedores, aprendermos a dizer não e a tomarmos decisões com risco calculado.

Afinal, como executivos, somos pagos para decidir. Quem não decide, não produz. E quem não produz, não cresce.

Boa sorte!

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