Carreira é mais que o emprego

2015 não está sendo fácil. Talvez 2016 siga o mesmo caminho. Os ajustes na máquina pública devem desencorajar investimentos relevantes e o crescimento que nos acostumamos a ver nos últimos anos não virá.

Mas, a vida continua, não é mesmo? Os filhos seguem na escola, precisamos comer, vestir, nos medicar. E, além de tudo isso, nossa carreira tem que continuar. E é neste ponto que eu gostaria de ponderar hoje.

O momento econômico difícil nos faz mudar de comportamento, pela pressão psicológica. Ver amigos próximos desempregados faz você pensar: Por que não eu? Serei o próximo?

Este pensamento tende a tirar você dos trilhos da construção de sua carreira e, se isso acontecer, tudo o que vem com isso (a construção de seu patrimônio, sua rede de contatos, sua autoestima), pode também se comprometer.

E aqui temos dois caminhos a trilhar, ambos com a mesma mensagem: mantenha a calma e o planejamento para chegar lá.

O primeiro caminho é para você que, infelizmente, se encontra desempregado. Saiba que seu caso é parecido com o de muitos hoje em dia, já que o nível de desemprego formal subiu cerca de 3 pontos percentuais nos últimos meses, o que é bastante coisa.

Se este é seu caso, algumas providências rápidas são importantes.

  • Revise imediatamente seu custo fixo. Seguramente é possível enxugar 30% de imediato e passar a racionalizar algumas atividades. Faz parte do momento e irá te dar maior tranquilidade;
  • Verifique se os investimentos que você já tem estão bem alocados, já levando em conta o advento dos valores de sua recente recisão. Mais do que nunca, este dinheiro precisará trabalhar por você durante esta fase. Lembre que um cargo de gerência média e acima apresenta taxas de recolocação atualmente na casa dos 6 meses (ou mais);
  • Mantenha regularmente seu contatos e networking. Dedique parte do seu tempo em proteger este patrimônio intangível que você tem. Ele provavelmente o fará voltar ao mercado.

O segundo caminho é para quem ainda continua empregado. Neste caso, as sugestões incrivelmente não mudam muito, os seja, revise seus custos fixos e investimentos (não espere perder o emprego para isso). Porém, nesta situação, você pode se organizar com mais racionalidade e também revisar os seus atuais benefícios:

  • Caso tenha previdência privada como benefício, veja se está tirando o melhor proveito dele, especialmente se a empresa dá uma contrapartida sobre a sua contribuição;
  • Procure manter uma pequena contribuição de seu salário como participação no plano de saúde corporativo. Isso pode garantir um custo mais baixo em tempos difíceis, que, espero, não cheguem;
  • Caso você seja surpreendido e não tenha conseguido se planejar o suficiente, procure negociar na saída alguns meses do plano de saúde. Em casos de profissionais mais seniores, a concessão por pelo menos 90 dias é usual.

Alguns pontos aqui podem soar como óbvios, mas a dificuldade está em colocar todos eles em prática. O momento exige planejar e EXECUTAR! Se já faz tudo isso, certamente você já está no caminho certo para seguir sua vida com mais tranquilidade.

Boa sorte!

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