Por que uma marca empregadora forte passa melhor pela crise?

Só se fala em crise e isso vem provocando uma onda de negativismo. Sem julgar o mérito, grau ou forma que abordamos o tema, ele tem impulsionado alguns comportamentos como: resistência em investir, redução de atividade comercial e aumento de desemprego.

E este último ponto causa outros desdobramentos no universo corporativo, que pode tornar a vida do RH e das lideranças de maneira geral uma sucessão de decisões de risco.

A maior ameaça que uma empresa enfrenta com relação a sua saúde financeira é não ter as pessoas certas, comprometidas. E, assim, acabar sendo improdutiva.

Esta atmosfera “provoca” o colaborador a pensar em uma potencial perda de seu emprego e causa uma série de mudanças comportamentais (silenciosas, naturalmente) que comprometem os resultados da empresa como um todo. É o início do fim.

Mas quais efeitos perversos este ambiente de crise traz de fato aos colaboradores?

Eles provocam insegurança. E funcionário inseguro não produz, não corre riscos, não confronta, não eleva o nível de produtividade. Não faz a empresa crescer. Ele vai se preocupar exclusivamente em preservar sua posição, até encontrar uma oportunidade que transpareça maior segurança.

Ou seja, hoje, as áreas de RH vivem uma pseudo situação de estabilidade nos quadros. Muito mais pelo receio das pessoas em correr riscos, do que efetivamente por um trabalho concreto de engajamento.

As lideranças precisam prestar atenção a este movimento e proteger seus quadros por meio de uma série de ações concretas, factíveis e engajadoras. Organizações sérias e preocupadas com a questão tomam diversas providencias neste sentido e colhem bons frutos.

O que estas organizações que possuem uma marca empregadora forte fazem em momentos de crise?

  • Aumentam e qualificam seus esforços de comunicação – Uma empresa comprometida com seus funcionários precisa mostrar isso exatamente nestes momentos. É essencial aproximar lideranças e liderados, trazer as reais informações do negócio, fortalecer o plano para manter os resultados e envolver os colaboradores em um grande convite para que todos façam parte desta transformação.
  • Valorizam, desenvolvem e reconhecem esforços dos funcionários – É um momento de investir na retenção de forma preventiva, para evitar evasão de seus mais preciosos recursos quando o mercado virar. Reconhecer os esforços (e não somente resultados) é fundamental neste momento.
  • Escutam seus colaboradores – Fazer uma revisão do clima, das aspirações e do momento das pessoas é muito importante nesta hora. Além de ter um termômetro imediato e tomar providências de curto prazo, isso permite à empresa organizar um plano mais amplo de marca empregadora, engajamento e retenção de pessoas.

Todas estas atividades, entre muitas outras, diminuem o risco de a organização enfrentar perdas importantes nos seus quadros, reduzem o volume de especulações e tranquilizam as pessoas. E assim a produtividade retoma os níveis almejados e caminha rumo à excelência.

Somente este conjunto de ações pode fazer com que uma empresa passe por este período turbulento de maneira mais confortável, além de estar muito mais bem preparada para a retomada dos negócios. Talvez seja por isso que algumas organizações consideram o Employer Branding o aliado ideal para tirar a crise de letra.

Sergio Sabino é Country Manager da TMP Worldwide Brasil

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