Por que Recrutar e Reter talentos devem fazer parte da sua estratégia de marketing

Se puder citar algo que notoriamente mudou as relações de consumo no século 20, certamente foi o Marketing. Claro que, para chegar ao que conhecemos hoje como Marketing, muito evoluiu e ainda deve evoluir.

Todo o planejamento e desenho de estratégias com base em estudos de comportamento, ambiente demográfico e econômico, aliado às forças e oportunidades das organizações é hoje algo indispensável para que as empresas consigam atingir seus resultados.

Agora, para que a empresa atinja a plenitude de seus resultados financeiros e comerciais, o marketing direcionado exclusivamente à relação de consumo, aquela que ajuda a vender mais e melhor, é suficiente? É sustentável? Vamos refletir um pouco sobre isso.

Toda empresa é a soma de marca, ativos e pessoas.

A marca é o conjunto de percepções, experiências que ela constrói ao longo do tempo, inclusive com forte componente emocional.

Os ativos são os insumos e materiais necessários para o andamento da empresa – Computadores, telefones, carros, fábricas, escritórios, etc.

E o componente mais importante, que usa os ativos e constrói a marca, são as pessoas. Pessoas que hoje são chamadas de diversas formas nas companhias – Capital Humano, Capital Intelectual, Colaborador, e tantos outros.

É nas pessoas que se vêem refletidos os valores corporativos que uma empresa quer evidenciar ao mercado, que precisam estar arraigados na percepção de marca que ela gostaria de ver na mente das pessoas. Porém, em muitos casos, o que se percebe na relação de consumo não tem nenhuma conexão com a cultura que a empresa demonstra no seu cotidiano.

Isso frustra suas pessoas, aumenta potencialmente o turnover e dificulta a contratação de perfis que possam falar a língua que a empresa quer.

É como enxugar gelo. E este é hoje o grande problema das organizações. Preocupam-se demais com uma estratégia que busca colocar a marca em um patamar de percepção que seus colaboradores não corroboram, seja por falta de ferramentas, conhecimento, comunicação, entre tantos outros fatores. E, para que a marca realmente tenha credibilidade, ela precisa ser respeitada, antes de tudo, como empregadora.

Uma forte estratégia de marketing que trabalhe a marca como empregadora (conhecida lá fora como employer branding) trará consistência ao discurso da empresa ao mercado, aumentará o engajamento de seus funcionários e reduzirá a evasão. E isso é a chave para o aumento da produtividade e consequente resultado, tão perseguido pelas corporações.

O resultado consistente é consequência de pessoas engajadas, motivadas, produtivas e felizes. Comunique sua missão, mostre ao mercado seu valor como empregador, traga para seu time aqueles que se identificam com sua mensagem, sua visão, seus planos.

Dê mais atenção também à sua área de Recursos Humanos. Eles precisam de marketing tanto quanto as áreas comerciais. Afinal, são eles que ajudarão a atrair seus novos vendedores, não é mesmo? E o que começa certo, tende a continuar certo.

Sergio Sabino é Country Manager Brasil na TMP Worldwide

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