Liderança – Passado, Presente e Futuro

Liderança é a arte da influência. É um comportamento que carrega características atemporais, intrínsecas ao ser humano. Traz outras do ambiente, da cultura e do momento que atravessa o mundo em que vive. De qualquer forma, é um comportamento que pode ser aperfeiçoado.

Com as mudanças culturais que o mundo atravessa, os tipos de lideranças também se alteram. No passado, o mundo era dominado pelo “baby boomers” (Como ficou conhecida a geração de filhos da segunda guerra, hoje com seus 65 anos, em média). Nesta geração, a liderança, que de maneira simplista é a arte de influenciar pessoas rumo a um objetivo comum, era o que chamamos “liderança autocrática”, onde o líder determinava as ações e o grupo acatava, sem direito a opinião.

Com o passar do tempo, uma nova geração passou a influenciar o mundo. A chamada geração X, que hoje, com seus 45 a 50 anos, domina as posições de liderança em sua maioria. Esta geração se notabilizou pelo valor do desenvolvimento de carreira longa em uma mesma organização, estabilidade e paciência para construir seus objetivos. Percebe-se neste momento uma transição leve da liderança autocrática para a democrática, que começa a partilhar determinados assuntos para o grupo colaborar e opinar, ainda que de maneira intuitiva. Ainda, porém, com muita centralização.

Hoje, vivemos um momento de nova transição. A tão temida e falada geração Y, que começa a completar 35 anos agora, já começa a assumir postos relevantes de liderança nas organizações e traz consigo os traços de comportamento de sua geração: um maior desprendimento com relação ao seu empregador, a busca constante e rápida por novos desafios, por um propósito. Isso criou um novo perfil de liderança, que chamamos de liderança liberal, que denota uma maior descentralização das decisões e busca a construção de confiança entre seus subordinados.

A maneira com que as lideranças hoje buscam se comportar, refletem um dilema muito forte nas empresas. Muitos líderes de geração X tem buscado rever seus conceitos de liderança para preservar o capital intelectual, mas isso exige uma mudança importante na atitude, no comportamento de alguém que já tem uma carreira consolidada e suas convicções. A própria geração Y quando chega a postos de liderança hoje sofre com esta nova ordem, especialmente por ainda ter um chefe ainda da geração X.

Por isso, o momento é de ebulição neste campo. E por quê?

Esta nova geração traz uma inquietude saudável, um inconformismo que pode ser muito útil, mas que precisa achar o equilíbrio. Se bem planejada, a liderança jovem pode oferecer desafios aos seus subordinados, mantê-los motivados e, portanto, produtivos. Isso proporcionará melhores resultados à empresa no médio prazo, diminuirá o turnover e preservará o capital intelectual. Porém, o cenário de 30 anos atrás, de longas carreiras na mesma empresa, jamais voltará.

O mercado deve encarar este novo perfil de liderança como qualquer transição de gerações. As novas tecnologias fizeram com que esta nova geração “assustasse” em maior escala as gerações anteriores, já que não havia precedente para isso.

Mas, no final das contas, a arte de influenciar e comandar pessoas, de forma a conseguir atingir seus objetivos, sempre precisará considerar fundamentalmente o fator humano. E a geração Y já está entendendo isso. E aguardem os millenials, em breve no mercado, com novas características de liderança, que teremos que aprender e nos adaptar…

Sergio Sabino é Country Manager da TMP Worldwide no Brasil

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